Uniti Notizie 49/2025

Uma família... dentro da Família

Querida Família, sou o Piero…
Por motivos de saúde, precisei passar pouco mais de um mês em Roma.
De comum acordo com Patrizia, minha esposa, pensamos em procurar uma moradia temporária em Monterotondo; ainda que um pouco distante do hospital, nos permitiria ficar próximos de Irene, nossa filha recém-casada com Federico, e também participar dos encontros da Família de Pe. Ottorino (1º Retiro e Formação do mês de outubro) junto com os Amigos da Paróquia Jesus Operário, conduzida pelos Religiosos da PSSG.

Após refletirmos um pouco, e vencermos as resistências naturais, aceitamos o convite da Comunidade Religiosa, por meio da proposta do Pe. Luca, para nos hospedarmos na Casa Nazaré, residência destinada ao formador e aos formandos.

Assim, desde o final de setembro e durante todo o mês de outubro, convivemos com os religiosos em formação, Elmer e Mario, com o diácono em convalescença Albino, com o formador Pe. Luca, mas, acima de tudo, ficamos mais próximos do verdadeiro “dono da casa”: Jesus Eucaristia.

Foi uma experiência lindíssima, a começar pela oportunidade de rezar… em casa, na capela marcada pela imagem de Jesus Sacerdote Servo, o que tornou ainda mais intensas as horas de Adoração “Senhor, envia ferro” — que fazemos como casal — e, às vezes, a Liturgia das Horas com Elmer e Mario, que demonstraram um talento especial para o canto, tornando ainda mais belos os momentos de oração.

Podemos afirmar com certeza que vivemos esse tempo em um clima familiar, que tornou mais leve o cansaço das idas diárias ao hospital e amenizou a saudade de Crotone, nossa cidade.

Cada um de nós — religiosos e o casal — saía pela manhã para cumprir seus compromissos.
À noite, ao voltar, compartilhávamos o jantar, às vezes com Pe. Luca, mas com frequência com Elmer e Mario, que curiosamente têm a mesma idade de nossas filhas (“coincidências que não são coincidências”). E, como em uma família, contavam como foi o dia, trocávamos ideias, compartilhávamos experiências e tradições, saboreando alguns pratos típicos, boas risadas… em uma palavra: a VIDA!

Pela manhã, era de praxe o nosso café com o querido diácono Albino; era uma alegria ouvir dele suas experiências missionárias — inclusive em Crotone! E, regularmente, aferíamos sua pressão arterial: um pequeno gesto para cuidar dele, como de um irmão mais velho. Também não faltaram visitas noturnas com Pe. Paolo e algumas Missas durante a semana com Pe. Zeno e Pe. Giovanni.

Tivemos ainda a oportunidade de conversar com o querido Pe. Luca, aproveitando seus “pit stops” entre uma viagem e outra.

Além do relato e das nossas emoções, gostaríamos de deixar uma breve reflexão sobre a convivência entre famílias e religiosos.
Comentamos entre nós que, graças a uma situação de doença (“Se não há cruzes, desconfiem” — cit. Pe. Ottorino), e considerando o tempo em que vivemos, pobre em vocações, nos encontramos numa condição que talvez possa se revelar… profética!

Piero e Patrizia – Amigos de Crotone

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