Uniti Notizie 53/2025

Encontro virtual de formação

Com muita alegria, compartilhamos com vocês que no dia 15 de novembro foi realizado o encontro virtual anual de formação, que este ano teve como tema o Diaconato Permanente como sinal de esperança em uma Igreja sinodal e missionária.
A oração inicial ficou por conta do diácono Juan Vega. A saudação de abertura foi feita pelo Cardeal Lazzaro YOU HEUNG SIK, Prefeito do Dicastério para o Clero da Santa Sé. Em sua mensagem, ele fez referência e agradeceu à Pia Sociedade São Caetano pela presença e organização do Jubileu dos Diáconos em Roma, que acontecerá em fevereiro de 2025.
Nessa introdução, mencionou o pensamento do Padre Ottorino sobre ter um coração apaixonado por Cristo e focado em fazer a Sua vontade.

O encontro virtual se baseou no tema central desenvolvido no Jubileu da Santa Sé, e o Pe. Luca Garbinetto centrou sua fala nesses sinais de esperança, dados estatísticos sobre os diáconos permanentes e nas características de uma Igreja sinodal e missionária.
Chama atenção o fato de que existem mais de 50.000 diáconos permanentes no mundo, número em crescimento. A maioria está nos Estados Unidos, seguida pelo Brasil e pela Itália.
Ainda há muitos desafios a serem superados, como a realidade dos continentes asiático e africano, onde há poucos diáconos. Contudo, não é a quantidade que define a fé. É necessária uma presença efetiva e real para conhecer e apoiar o diaconato, junto ao presbiterado, episcopado e aos demais ministérios.
Um dos referenciais teológicos citados é a eclesiologia da comunhão do Concílio Vaticano II.
A Igreja sinodal é a Igreja de Jesus Cristo — não é uma opção, mas um caminho necessário de conversão e renovação eclesial. Foram também apontados os grandes desafios e oportunidades para o diaconato permanente.

O diácono Rafael José Lino de Oliveira compartilhou sua vivência concreta como único diácono consagrado em Moçambique, falando de sua chegada ao país em 2019, das dificuldades com o ciclone Idai e do apoio da Igreja naquele momento, e também sobre a experiência durante o COVID-19 em 2020 e sua atuação na pastoral juvenil.
A partir dessa vivência, ele compartilhou uma definição:
Ser diácono é tornar visível o rosto de Cristo Servo: aquele que constrói comunhão e reconciliação, que aproxima o altar das ruas e as ruas do altar.

Depois houve um tempo para perguntas, comentários, reflexões e agradecimentos pelas informações tão valiosas compartilhadas.
Como sempre, seguimos com o desejo de continuar aprendendo e contribuindo para a reflexão sobre o diaconato permanente.

Um abraço fraterno à distância.
Mélida De León

Rolar para cima